Certa vez, quando eu cantava na igreja, fui fazer uma “missão” na cadeia feminina de Caçapava/SP.
Um tanto assustado, procurei ver o terreno onde pisava. Me surpreendi com a história de gente que metia medo, mas que no fundo, sentia medo como qualquer um de nós.
Quando olhei na parede da prisão, vi um texto pintado. A frase, de uma das detentas, dizia assim:
Quando de todas as cadeias
meu espírito se libertar
e nos braços do Pai se abrigar
estará esquecida toda dor.
Hoje eu as entendo e sei que o diferente assusta. E quero muito que logo a dor seja esquecida e eu possa olhar pra trás sem o medo que sinto agora.

Certa vez, quando eu cantava na igreja, fui fazer uma “missão” na cadeia feminina de Caçapava/SP.

Um tanto assustado, procurei ver o terreno onde pisava. Me surpreendi com a história de gente que metia medo, mas que no fundo, sentia medo como qualquer um de nós.

Quando olhei na parede da prisão, vi um texto pintado. A frase, de uma das detentas, dizia assim:

Quando de todas as cadeias

meu espírito se libertar

e nos braços do Pai se abrigar

estará esquecida toda dor.

Hoje eu as entendo e sei que o diferente assusta. E quero muito que logo a dor seja esquecida e eu possa olhar pra trás sem o medo que sinto agora.

Porque nem tudo é legal hoje. Amanhã vai estar melhor, passa por aqui!

twitter.com/JaumGodoy

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